Campeão ou não, sempre Verdão!
segunda-feira, maio 04, 2015
Acompanho o Palmeiras desde minha infância. Mais precisamente, tenho recordações de episódios vividos ao lado do nosso querido alviverde desde 1987, quando pisei pela primeira vez num estádio de futebol e me encantei pela magia esmeralda e magnética do manto palestrino.
De lá para cá, passei por tudo ao lado do time do meu coração. Grandes vitórias, derrotas improváveis, jogos inexpressivos, partidas épicas, quebra-pau, corre-corre, sol, chuva, choro de alegria, choro de tristeza, raiva, loucura, paixão, títulos memoráveis e decepções incompreensíveis.
Na semana da decisão do título do Campeonato Paulista entre Palmeiras e Santos Futebol Clube, vencida justamente pelo time santista no domingo (3), estava lembrando de todas as finais que acompanhei com o Verdão.
De 1992 a 2015, foram 23 disputas de títulos que pude vivenciar como palmeirense. Ou seja, uma média de uma decisão por ano! Foram 13 títulos comemorados efusivamente como campeão e 10 vice-campeonatos.
Fiquei reflexivo e até com um certo sentimento de gratidão. Por vezes não damos conta como o tempo passa rápido e como os fatos que nos dão prazer e sentido a nossas vidas passam mais rápido ainda.
Em algumas dessas batalhas sai vencedor ao lado do Palestra. Sentindo-me o homem mais feliz do mundo. O rei da cocada. Não cabendo em mim de tanta emoção e alegria. Em outras, com menor frequência, sai derrotado. Com um sentimento de um vazio profundo. Como se perdesse um ente querido e fosse o pior dos homens. Esfacelado. Destruído. Sem rumo.
A derrota para o Santos na decisão do Estadual dói, como todas as anteriores doeram. Escrever essas linhas e até mesmo tomar um cafezinho na padaria se torna um peso colossal para mim. Tudo é cinza. Não tem sabor. É indiferente. Não faz sentido.
Quando me vejo envolto nesse estado por conta do alviverde, logo me vem a cabeça uma reminiscência entoada a plenos pulmões pela torcida palmeirense nos tempos das vacas magras, no tenebroso e obscuro anos 80. Ela dizia o seguinte:
“Graças a Deus, Eu Sou Verdão.
E ele está no coração.
Ele ganhando, ele perdendo,
Sou palmeirense de coração!”
E ele está no coração.
Ele ganhando, ele perdendo,
Sou palmeirense de coração!”
A lembrança juvenil que tenho dessa canção é de que ela era sempre cantada após uma tragédia palestrina. Ao ser entoada nas alamedas do Palestra Itália, ou qualquer outro estádio, ela soava como um bálsamo na alma amargurada da torcida alviverde.
Era um mantra que nos empurrava para frente. Dava alento. Era fraterna. Acolhia-nos em nossa dor. Era uma oração de “Pai Nosso” aos palestrinos que nos preparava para novas batalhas.
Ao fim da partida decisiva do Paulistão na Vila Belmiro, esse cântico nostálgico e romântico veio de encontro a minha mente e meu coração, caminhando reflexivo pelas ruas da cidade voltando para casa.
Logo Pensei: não há motivo para tristezas, afinal o Palmeiras é isso! Essa gangorra de emoções que nos leva do céu ao inferno de modo fugaz. Apaixonante e incompreensível. Assim como é todo Grande Amor!
A Sociedade Esportiva Palmeiras seguirá o seu destino, com vitórias e derrotas, e escrevendo suas páginas heróicas, como manda a sua tradição de Glórias, pela eternidade.
Levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima. Temos muitas jornadas pela frente. Que venha o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil!
Campeão ou não, SEMPRE VERDÃO!
Abaixo todas as 23 decisões de títulos que acompanhei “in –loco” como torcedor palestrino:
1992 – Vice-Campeão Paulista;
1993 – Campeão Paulista, Campeão do Rio-São Paulo, Campeão Brasileiro;
1994 – Campeão Paulista, Campeão Brasileiro;
1995 – Vice-Campeão Paulista;
1996 – Campeão Paulista, Vice-Campeão da Copa do Brasil;
1997 – Vice-Campeão Brasileiro;
1998 – Campeão da Copa do Brasil, Campeão da Copa Sul-Americana Mercosul;
1999 – Campeão da Taça Libertadores, Vice-Campeão Paulista, Vice-Campeão do Mundo, Vice-Campeão da Copa Sul-Americana Mercosul;
2000 – Campeão do Rio-São Paulo, Campeão da Copa dos Campeões, Vice-Campeão da Copa Sul-Americana Mercosul, Vice-Campeão da Taça Libertadores;
2008 – Campeão Paulista;
2012 – Campeão da Copa do Brasil;
2015 – Vice-Campeão Paulista.
1993 – Campeão Paulista, Campeão do Rio-São Paulo, Campeão Brasileiro;
1994 – Campeão Paulista, Campeão Brasileiro;
1995 – Vice-Campeão Paulista;
1996 – Campeão Paulista, Vice-Campeão da Copa do Brasil;
1997 – Vice-Campeão Brasileiro;
1998 – Campeão da Copa do Brasil, Campeão da Copa Sul-Americana Mercosul;
1999 – Campeão da Taça Libertadores, Vice-Campeão Paulista, Vice-Campeão do Mundo, Vice-Campeão da Copa Sul-Americana Mercosul;
2000 – Campeão do Rio-São Paulo, Campeão da Copa dos Campeões, Vice-Campeão da Copa Sul-Americana Mercosul, Vice-Campeão da Taça Libertadores;
2008 – Campeão Paulista;
2012 – Campeão da Copa do Brasil;
2015 – Vice-Campeão Paulista.
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