Com nome inspirado na Copa, volante da base busca espaço no Palmeiras
domingo, outubro 11, 2015
– Meu pai é um artista, né (risos)? Minha mãe tinha decidido que meu nome seria Alexandre. Mas meu pai estava no trabalho passando as páginas de um jornal e viu o Julen Guerrero, que era jogador da Espanha. Quando ele virou a página estava o Sandy, da Bolívia. Ele ficou virando a página e vendo: Julen e Sandy, Julen e Sandy... Na época quem registrava era o pai. Minha mãe falou que não era para colocar o nome porque senão ela ia bater nele (risos). Meu pai foi lá e registrou. Quando minha mãe viu ela ficou louca – conta o jogador, aos risos.
O assunto hoje rende risadas e é encarado com naturalidade pelo palmeirense. Mas durante a infância, em Brasília, ele teve de conviver com as brincadeiras dos colegas. Nem mesmo adulto ele consegue escapar de algumas situações inusitadas.
– Eu sofri pra caramba. Da primeira até a quarta série, quando eu comecei a ter noção do meu nome, a dupla Sandy e Júnior fazia muito sucesso. Quando faziam a chamada na escola pelo número eu gostava. Quando era pelo nome a sala inteira ficava conversando, mas parava quando a professora falava: "Julen... Sandy? É isso?"... Eu levantava a mão e todo mundo ria – disse, que ainda sofre com algumas confusões.
– Sempre que você vai na igreja eles anotam o nome. A mulher perguntou e eu falei: Sandy. No meio do culto eles sempre apresentam, e eu estava no meu canto pensando se o pastor ia falar besteira. E ele falou que queria apresentar a irmã Sandy. Eu levantei e ele pediu perdão (risos). A igreja estava lotada, fiquei com vergonha. Mas hoje levo na brincadeira – relembra o jogador.
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