Com nome inspirado na Copa, volante da base busca espaço no Palmeiras

O nome é de craque. E composto para fazer o gosto do pai, fanático por futebol. Em junho de 1994, Joaquim vivia a expectativa de ver seu ...

Julen Palmeiras (Foto: Rodrigo Faber)O nome é de craque. E composto para fazer o gosto do pai, fanático por futebol. Em junho de 1994, Joaquim vivia a expectativa de ver seu segundo filho nascer e também de acompanhar a Copa do Mundo. Foi quando lendo uma reportagem esportiva teve a ideia de dar ao seu filho o nome de dois jogadores que disputaram o torneio nos Estados Unidos. Pouco mais de 21 anos, ele não imaginava que Julen Sandy, uma mistura "espanhola-boliviana", estaria batalhando por um espaço no elenco profissional do Palmeiras.
– Meu pai é um artista, né (risos)? Minha mãe tinha decidido que meu nome seria Alexandre. Mas meu pai estava no trabalho passando as páginas de um jornal e viu o Julen Guerrero, que era jogador da Espanha. Quando ele virou a página estava o Sandy, da Bolívia. Ele ficou virando a página e vendo: Julen e Sandy, Julen e Sandy... Na época quem registrava era o pai. Minha mãe falou que não era para colocar o nome porque senão ela ia bater nele (risos). Meu pai foi lá e registrou. Quando minha mãe viu ela ficou louca – conta o jogador, aos risos.
O assunto hoje rende risadas e é encarado com naturalidade pelo palmeirense. Mas durante a infância, em Brasília, ele teve de conviver com as brincadeiras dos colegas. Nem mesmo adulto ele consegue escapar de algumas situações inusitadas.
– Eu sofri pra caramba. Da primeira até a quarta série, quando eu comecei a ter noção do meu nome, a dupla Sandy e Júnior fazia muito sucesso. Quando faziam a chamada na escola pelo número eu gostava. Quando era pelo nome a sala inteira ficava conversando, mas parava quando a professora falava: "Julen... Sandy? É isso?"... Eu levantava a mão e todo mundo ria – disse, que ainda sofre com algumas confusões.
– Sempre que você vai na igreja eles anotam o nome. A mulher perguntou e eu falei: Sandy. No meio do culto eles sempre apresentam, e eu estava no meu canto pensando se o pastor ia falar besteira. E ele falou que queria apresentar a irmã Sandy. Eu levantei e ele pediu perdão (risos). A igreja estava lotada, fiquei com vergonha. Mas hoje levo na brincadeira – relembra o jogador.
Julen Leandro Almeida Allione Alecsandro Palmeiras (Foto: Felipe Zito)

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