Imagens mostram delegado de jogo em Chapecó com celular no gramado
terça-feira, outubro 06, 2015
Na noite desta segunda-feira, o “Bem, Amigos!” mostrou imagens do delegado do jogo entre Chapecoense e Palmeiras, Marco Antônio Martins, com um celular na mão enquanto estava à beira do gramado da Arena Índio Condá, no último domingo. O jogo - vencido por 5 a 1 pelo time catarinense - ganhou repercussão depois que o palmeirense Egídio foi expulso e a arbitragem, comandada por Jaílson Macedo Freitas, voltou atrás depois de mais de quatro minutos de paralisação. O comentarista Arnaldo Cezar Coelho criticou o fato de o delegado portar o aparelho junto ao campo
- O delegado do jogo tem um telefone celular na mão e fica circulando na pista com esse telefone celular. Porque o delegado fica com o celular na mão para baixo e para cima, será que ali alguém telefonou para ele, será que alguém mandou uma mensagem? Isso não é legal. Para mim, o delegado do jogo tem que ficar lá em cima e não ter participação na beira do campo. Esse fato foi muito ruim - afirmou Arnaldo.
O fato aconteceu aos 15 minutos do segundo tempo, quando a Chapecoense vencia por 1 a 0. Egídio desarmou William Barbio e Jaílson Macedo assinalou falta e expulsou o jogador palmeirense. Após conversa com o bandeirinha e o quarto árbitro, o juiz voltou atrás e chamou Egídio de volta para o campo, cancelando o cartão vermelho. Ao explicar a demora na decisão, o delegado do jogo manteve a versão do quatro árbitro, Daniel Nobre Bins, que alegou falha no aparelho de comunicação.
Arnaldo ainda criticou uma declaração do delegado da partida ao fim do jogo, de que após a partida poderia passar informação ao árbitro, e que isso só valeria para durante os 90 minutos.
- Ele diz que durante o jogo não pode passar nenhuma informação, mas disse que pode passar depois do jogo. Também não pode. Porque depois do jogo o árbitro vai fazer a súmula, e se ele recebe informações externas do que aconteceu, ele pode chegar para o árbitro e dizer: “tem informações de fora, imagens que mostram isso, isso e isso”. E o árbitro vai escrever conforme a informação que lhe derem. Então não pode falar porque é proibido - ressaltou.
Ainda sobre a confusão, que sequer foi citada pelo árbitro na súmula publicada após a partida no site da CBF, Arnaldo Cezar Coelho disse que o contexto demonstrou a possibilidade de ter tido interferência externa.
- Hoje o Paulo Cesar de Oliveira falou no Jornal Nacional: porque o bandeirinha não entrou em campo e disse: “Olha meu amigo, você se equivocou”, e consertava rapidamente. Demorou três minutos e meio para alterarem tudo isso e quatro minutos e meio para reiniciar o jogo. Para mim, tudo leva a crer que houve essa informação. Ainda bem que o arbitro corrigiu um erro, que seria uma grande injustiça a expulsão do jogador do Palmeiras, e ainda bem que não teve uma participação no resultado do jogo - concluiu o ex-árbitro.
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